Só 10% dos lares amazônicos têm coleta de esgoto

Amapá, Rondônia e Pará apresentaram as piores condições de coleta de esgotos, abaixo da média regional

Missão Belém. Ilha do Papagaio: a falta de esgotamento sanitário prejudica o controle e a prevenção de doenças como hepatite, cólera e leptospirose / Foto: Custodio Coimbra

Da Redação

Na paisagem da floresta amazônica, quilômetros de areia branca banhadas pelo Rio Tapajós e Amazonas costumam ser um dos destinos turísticos mais populares do Pará. A água limpa, além de atrair turistas, atende aos quase 300 mil habitantes da cidade. Tanta água pluvial provinda de seis bacias hidrográficas esconde um oceano subterrâneo de água doce potável: o Aquífero de Alter do Chão, com 86 mil quilômetros cúbicos de água, que compõe o Sistema Aquífero da Grande Amazônia (com volume estimado em 160 mil quilômetros cúbicos). Santarém, no entanto, não dispõe de nenhum sistema de tratamento de esgoto, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), com base no levantamento realizado em 2014.

As carências do tratamento adequado do esgoto de Santarém são comuns também em boa parte da Amazônia. O percentual de atendimento de coleta sanitária nos 773 municípios da região foi de 10,6%, valor bem abaixo da média nacional, de 48,6%.  Amapá, Rondônia e Pará apresentaram as piores condições de coleta de esgotos, abaixo da média regional.  A existência do esgotamento sanitário possibilita o controle e a prevenção de doenças como hepatite, cólera e leptospirose. Fundamentalmente, também previne os ecossistemas e as bacias hidrográficas de se contaminarem com os dejetos.

Essa visão sistêmica do território, que engloba as relações humanas, o meio ambiente e as instâncias pública e privada, é o diferencial do Instituto Dialog, que vem desenvolvendo em parceria com o Governo do Estado e as Nações Unidas soluções para a prosperidade das cidades amazônicas, com base em metodologias inovadoras.

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