Como bancos e fundos verdes podem inovar no financiamento urbano?

Questão foi destaque no evento Mais Amazônia, realizado pelo Governo do Pará, pela ONU-Habitat e pelo Instituto Dialog

 

Especialistas reunidos para debater o desenvolvimento sustentável da Amazônia / Foto: Agência Pará

Da Redação

Um time de especialistas se reuniu em meados de maio para discutir formas de  progresso socioeconômico e de infraestrutura urbana para Amazônia. Na mesa de debates estava o tema Ecossistema de Fundos. Um sistema econômico de fundos públicos e privados inovador capaz de gerar um novo modelo de desenvolvimento para as cidades.

Mas, afinal, como bancos privados, públicos e os fundos verdes poderão se beneficiar de um  sistema de financiamento inovador? A questão ganhou destaque no evento Mais Amazônia, realizado pelo Governo do Pará, pela ONU-Habitat e pelo Instituto Dialog.

Segundo especialistas, um eventual investidor deve optar por colocar recursos neste tipo de formato, pois ele nunca estará sozinho no investimento. Tome como exemplo uma obra em um determinado bairro em que receberá investimentos de transporte, moradia e saneamento.

O formato do Ecossistema de Fundos garante, por exemplo, que todas as obras caminhem juntas, evitando que uma obra fique pronta, e a outra não avance. Isso é possível graças a um modelo de governança multissetorial e uma nova organização que será responsável pelo orquestração e acompanhamento dos projetos. Essa segurança permite que os investidores percebam menos riscos ao aportar uma quantia.

Além disso, os investimentos em infraestrutura são validados pela população local. Uma agência regional é responsável por fazer a mediação entre quem investe e quem se beneficiará do investimento. Essa relação traz uma segurança jurídica ao processo, evitando o embargo de uma obra.

De acordo com Hector Gomes, do Internacional Financial Corporation (IFC), essa discussão é fundamental, pois é uma preocupação antiga daqueles que desejam apoiar obras de infraestrutura.

– Os diferentes setores  financeiros me trazem a sensação de que individualmente conseguem atingir objetivos específicos. No entanto, se estiverem combinados aumenta a esperança que projetos maiores sejam feitos.

O superintendente do FunBio, Manoel Serrão, conta que o Ecossistema de Fundos torna o processo de união dos atores muito mais prático.

– A gente percebe também que não falta dinheiro, falta, sim, uma finalidade para esses instrumentos numa política de financiamentos. A gente não tem política de financiamento, a gente tem mecanismos erráticos que enfrentam o problema parcialmente. O Ecossistema de Fundos simplifica isso.

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