Quem são os empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo

Ao serem incluídos na lista, empresas e bancos públicos que assinaram o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo podem negar crédito, empréstimos e contratos a fazendeiros

A ministra do Supremo, Rosa Weber, suspendeu em decisão liminar a portaria do Ministério do Trabalho / Wikicomons

Da Redação

Na semana passada, uma portaria publicada no Diário Oficial da União provocou polêmica no país. Ao alterar as regras, o governo tornou mais difícil o combate ao trabalho escravo no Brasil, que era considerado referência mundial no tema. Para o Ministério Público do Trabalho, a medida dificulta a punição de casos graves de exploração. Nesta terça-feira, a ministra do Supremo, Rosa Weber, suspendeu em decisão liminar a portaria do Ministério do Trabalho.

A proposta do governo foi apontada como um esforço do presidente Michel Temer para agradar a Bancada Ruralista, a maior do Congresso. No entanto, a Organização Internacional do Trabalho disse que a medida pode interromper a trajetória de sucesso que tornou o Brasil modelo no combate ao trabalho escravo no mundo.

As novas regras também restringiram o acesso à chamada Lista Suja, o cadastro de empregadores autuados por explorarem mão de obra em condições análogas à escravidão. Ao serem incluídos na lista – também conhecida como Lista de Transparência sobre Trabalho Escravo Contemporâneo no Brasil – empresas e bancos públicos que assinaram o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo podem negar crédito, empréstimos e contratos a fazendeiros.

No último domingo, o Fantástico, da TV Globo, divulgou por determinação expressa do ministro do Trabalho a lista. Clique aqui para acessar a Lista Suja, que traz os nomes de 132 empregadores.

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