RECORTES socioeconomia.org: Altamira e Cametá | Histórias semelhantes, destinos diferentes

<span class="entry-title-primary">Altamira e Cametá | Histórias semelhantes, destinos diferentes</span> <span class="entry-subtitle">Uma análise dos indicadores de violência dos dois municípios a  partir do marco do licenciamento da UHE de Belo Monte.</span>

socioeconomiaEste relatório, o primeiro de uma série do projeto Socioeconomia.org, do Instituto Dialog, traz à tona uma análise comparativa entre dois municípios do mesmo estado com histórias semelhantes e destinos muito diferentes. O Atlas da Violência – publicado pelo IPEA em 2017 – apresenta o município paraense de Altamira como o mais violento do Brasil enquanto Cametá está entre os 30 mais pacíficos.

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Os dados do município de Altamira sugerem uma relação entre o aumento do número de homicídios e mortes violentas com causa indeterminada (MVCI) e o processo de implantação da UHE de Belo Monte, empreendimento que vem impactando decisivamente a região.

Os municípios têm populações próximas e as curvas de dados de violência seguem semelhantes até que um evento disruptivo provoca uma mudança imediata de comportamento no gráfico de Altamira. Outro indicador que sofre uma variação atípica no mesmo ano é o PIB. A partir deste momento, o abismo entre os indicadores dos dois municípios se acentua de forma exponencial.

As alterações mais significativas ocorrem a partir de 2009/2010, exatamente no período de análise/emissão da Licença Prévia (LP) de Belo Monte, documento que confirma, de modo público e oficial, a viabilidade do empreendimento dando início aos movimentos de trabalhadores e fornecedores.

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